Uma coisa é fato, a Virada Cultural foi muito boa, principalmente para mim, que após superar minhas idiotices, dei vazão a sentimentos mais nobres, tal como: O amor. Após àquelas 24h repletos de música injetado na veia eu pude parar para refletir. Como esse diário virtual sentimental não vive sem uma trilha sonora eu coloquei Hi Society do Bianca Story (o nome da banda não tem nenhuma relação com o que aconteceu comigo na virada). Eu ainda não tinha escutado essa banda. Ela veio da Suíça e lançou esse álbum no começo desse ano. Banda oriunda da Suíça?
Pois é, essa banda é mesmo da Suíça e está chutando o balde no cenário indie Europeu. Por falar em chutar balde, esse final de semana eu aproveitei para ver as chutadas de balde na Virada Cultural e me dei bem, alguns shows bons outros ruins, porém, um coração disparado em sincronia com os ritmos das diversas bandas que se apresentaram, com destaque para o Retrofoguetes da Bahia, que me animou bastante, isso sem falar do Overcomming Trio que me surpreendeu com apresentação do Hélio do Vanguart e da Mallú Magalhães. Eu estava bem acompanhado, a dona do meu coração que, por acaso, possui um gosto musical bem parecido com o meu, dividiu as mesmas sensações de um bom rock misturado com um desejo enlouquecido de um bom amasso.
Bianca Story possui influências de Franz Ferdinand, Strokes e o vocal da bela Anna Waibel lembra um pouquinho de PJ Harvey, se isso é bom? É claro. Anna divide os vocais com Elia Rediger, que nos trás uma profunda nostalgia oitentista em seus vocais, é nesse conceito que Paper Piano abre o disco. Não é preciso analisar muito o disco para chegar a conclusão que a banda é a boa nova das “new bands”. A faixa fire me se aproxima muito das harmonias e guitarras marcadas das banda de Julian Casablanca, os Strokes.
Mas eu estava falando da minha nova paixão, né não? Voltando, no sábado de tarde, estávamos nos preparando para o evento da virada, até que houve um pedido de namoro, não partiu de mim, partiu dela. Tudo bem que fiz um doce durante a semana, sabia que isso aconteceria, mas no sábado a vontade prevaleceu e o “sim” veio com um forte abraço após o banho. Isso mesmo, eu ainda estava de toalha. Give it Up for Life é minha música predileta desse álbum, mas self portrait mexeu comigo. De acordo com esse clima romântico.
Bom, vou aproveitar esse meu momento de felicidade, pois já dizia Voltaire que: Paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma. As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas. E que esse seja o início de uma nova história, quem sabe, sob a trilha sonora de Bianca Story.

Escrito por Eder Bruno Teodoro 

Escrito por Eder Bruno Teodoro 
Escrito por Eder Bruno Teodoro 