Tem sorriso? Bem vinda, eu preciso. Tem som? Bem vinda, isso é bom. Tem sonho? Não? Esse eu proponho.
Bocas
Outubro 19, 2009As bocas se abrem. Bocas que gritam, gritos são burros, burros são bocas que movimentam mal. movimento é social, sociais que têm ouvidos e bocas abrindo e fechando, falando, discursando, bem, bem, não bocas que abrem, apenas por abrir, pra ninguém.
Arte
Outubro 16, 2009Que necessidade estúpida de buscar um lugar ao sol em meio a uma elite branca. A única necessidade que deveria ser levada em consideração é a de fazer arte em qualquer ação do cotidiano. Faça da arte a arte de fazer, pura e simplesmente, assim.
Fraca
Outubro 16, 2009Uma fraca enrrustida voluntariosamente para parecer forte. Há tempos não caiu mais nessa. Preciso de bom humor, leveza, compreensão. A profundidade não existe apenas na tristeza.
Chupa
Outubro 16, 2009Se for condescendente me chupa, tem sabor na carne crua, tem prazer no sangue frio. Na boca do ralo que escorre seu brilho, a vadia que a mãe nem mesmo pariu. Banca a donzela, mas gosta de ofensa. Ocupa essa boca tagarela. Chupa, não pensa!
O que importa?
Outubro 16, 2009Comecei a compor uma música sobre coisas que não importam, mas só consegui fingir, na verdade não consigo criar algo que não importa, porque se não importasse eu não escreveria. E isso importa.
Malditos 19’s
Outubro 16, 2009Os 19 anos são primordiais para a intersecção entre sua estupidez e sua personalidade, foi assim nos meus 19 e é assim em todos os 19’s que conheci. Você, minha cara, acha que domina as sensações mais remotas de um homem, mas na verdade, não consegue controlar sua própria menstruação. É uma cadela fora do sentido literário. Faça 20 e cresça.
Meu câncer
Outubro 16, 2009Meu corpo trêmulo, uma sensação contínua de estar doente, fraqueza, fraqueza. A melancolia leva-me de um lado para o outro. Ora paixão, ora racionalidade, ora fogo, ora desespero. De onde vem essa auto-destruição se não de você mesma? Definitivamente, é o meu câncer.
Um feriado Kent
Maio 5, 2008Na quarta-feira eu já estava com as malas prontas para visitar a família no interior, dessa vez o feriado prolongado proporcionou quatro belos dias chuvosos. Mariana foi comigo conhecer minha estranha família e amigos de infância. Durante a viagem discutíamos qual seria a banda do nosso namoro. Logo de cara ela sugeriu os suecos do Kent, afinal, foi a primeira coletânea que preparei especialmente pra ela. Não gostei muito da idéia, adoraria que fosse a trilha Sonora de “High Fidelity”, motivo de nós nos conhecermos. Mas não questionei, seu desejo estava estabelecido sem hesitação da minha parte.
Lembro-me do processo de gravação da coletânea há oito meses atrás, eu já estava apaixonado e aquele interesse por música da Mariana me deixava extremamente excitado. Sabe aquele anseio de mostrar bandas novas, gravar inúmeras coletâneas e fazer sexo ao som de Portishead? Pois é, era mais ou menos isso. Eu decidi gravar a coletânea do Kent após ela pedir pra escutar o que estava rolando nos meus “headphones”, num dia qualquer de aula na facul. Foi paixão a primeira vista, não por mim, mas pela banda. O álbum era “Du & Doden” de 2005 e estava no último volume. Ela colocou os fones e abriu um sorriso lindo ao ouvir os primeiros acordes de 400 slag, nos primeiros trinta segundos de música conseguiu pronunciar apenas uma frase – grava pra mim? – Lógico! Agarrei a proposta, afinal, era o começo de uma relação que nem imaginava como seria.
Não existe uma boa música sem amor e nem amor sem música, logo no primeiro olhar notei a musicalidade na aura daquela garota e baseado naquela harmonia, fiquei encantado pelos ritmos daqueles longos cabelos dourados contra o vento ( que lindo!). Foram meses de luta para conquistá-la e nesse feriado pude sentir a base fixa de um relacionamento louco sustentado belas melodias do rock alternativo. Nesse momento estou preparando uma nova coletânea, essa é diferente de todas as outras, pois é a consolidação de uma progressão contínua.
A introdução de uma música é a porta para o mundo ao qual você deseja entrar, ou não, precisa ser convidativa, precisa ser excitante, estimulante para que esse mundo seja parte à realidade. A seqüência que segue após a entrada é composta por caminhos que devem lhe trazer o conforto instigante de um abraço bem forte provido de muita paixão. A coletânea do Kent tinha a função de ser a introdução dessa parceria repleta de ardor, amizade e música. As próximas coletâneas devem exercer a função de mantenedora constante desse relacionamento.
O feriado foi musicalmente esclarecedor, eu pude perceber quais gêneros ditam o ritmo do meu namoro e isso demonstrou que na primeira faixa, a banda sueca mais querida do meu coração, sem dúvida alguma, prevalece soberana com a canção “music non stop”. Enquanto eu vou revirando os arquivos, pesquisando letras e absolvendo outras melodias para a construção e estruturação dessa coletânea, vou pensando nessa garota e aceitando sugestões. Alguém sabe me dizer quando é o próximo feriado?
A História que não é da Bianca Story
Abril 30, 2008Uma coisa é fato, a Virada Cultural foi muito boa, principalmente para mim, que após superar minhas idiotices, dei vazão a sentimentos mais nobres, tal como: O amor. Após àquelas 24h repletos de música injetado na veia eu pude parar para refletir. Como esse diário virtual sentimental não vive sem uma trilha sonora eu coloquei Hi Society do Bianca Story (o nome da banda não tem nenhuma relação com o que aconteceu comigo na virada). Eu ainda não tinha escutado essa banda. Ela veio da Suíça e lançou esse álbum no começo desse ano. Banda oriunda da Suíça?
Pois é, essa banda é mesmo da Suíça e está chutando o balde no cenário indie Europeu. Por falar em chutar balde, esse final de semana eu aproveitei para ver as chutadas de balde na Virada Cultural e me dei bem, alguns shows bons outros ruins, porém, um coração disparado em sincronia com os ritmos das diversas bandas que se apresentaram, com destaque para o Retrofoguetes da Bahia, que me animou bastante, isso sem falar do Overcomming Trio que me surpreendeu com apresentação do Hélio do Vanguart e da Mallú Magalhães. Eu estava bem acompanhado, a dona do meu coração que, por acaso, possui um gosto musical bem parecido com o meu, dividiu as mesmas sensações de um bom rock misturado com um desejo enlouquecido de um bom amasso.
Bianca Story possui influências de Franz Ferdinand, Strokes e o vocal da bela Anna Waibel lembra um pouquinho de PJ Harvey, se isso é bom? É claro. Anna divide os vocais com Elia Rediger, que nos trás uma profunda nostalgia oitentista em seus vocais, é nesse conceito que Paper Piano abre o disco. Não é preciso analisar muito o disco para chegar a conclusão que a banda é a boa nova das “new bands”. A faixa fire me se aproxima muito das harmonias e guitarras marcadas das banda de Julian Casablanca, os Strokes.
Mas eu estava falando da minha nova paixão, né não? Voltando, no sábado de tarde, estávamos nos preparando para o evento da virada, até que houve um pedido de namoro, não partiu de mim, partiu dela. Tudo bem que fiz um doce durante a semana, sabia que isso aconteceria, mas no sábado a vontade prevaleceu e o “sim” veio com um forte abraço após o banho. Isso mesmo, eu ainda estava de toalha. Give it Up for Life é minha música predileta desse álbum, mas self portrait mexeu comigo. De acordo com esse clima romântico.
Bom, vou aproveitar esse meu momento de felicidade, pois já dizia Voltaire que: Paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma. As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas. E que esse seja o início de uma nova história, quem sabe, sob a trilha sonora de Bianca Story.
Escrito por Eder Bruno Teodoro
Escrito por Eder Bruno Teodoro
Escrito por Eder Bruno Teodoro 
